Domingo, 22 de Setembro de 2019
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MPMG recebe 10 queixas contra procurador que chamou salário de R$ 24 mil de 'miserê'

Segundo o procurador-geral de Justiça do estado, Antônio Sérgio Tonet, reclamações serão encaminhadas ao MP

12/09/2019 | 07:49

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     O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet, disse que o Ministério Público do estado recebeu dez queixas contra o procurador Leonardo Azeredo dos Santos entre segunda-feira (9) e quarta-feira (11).
 
      Azeredo ficou conhecido por chamar seu salário de R$ 24 mil de “miserê”.
 
    O caso foi divulgado segunda-feira (9). Em uma reunião extraordinária do colegiado que discutia o Orçamento da instituição para 2020, o procurador foi gravado reclamando da possibilidade da falta de aumento para a categoria dele no próximo ano.
 
     “Como é que o cara vai viver com R$ 24 mil? O que de fato nós vamos fazer para melhorar a nossa remuneração? Ou nós vamos ficar quietos?, disse na reunião.
 
     De acordo com Tonet, essas queixas serão usadas pela Corregedoria-Geral do Ministério Público, que é o órgão responsável pela apuração de possíveis irregularidades ou desvios de conduta por parte de membros da instituição.
 
     Nesta quarta-feira (11), pelo segundo dia consecutivo, o procurador Leonardo Azeredo dos Santos não apareceu para trabalhar. Ele apresentou um pedido de licença médica.
 
     O procurador Leonardo Azeredo foi procurado pelo G1 e pela TV Globo, mas não quis se posicionar sobre o assunto.
 
     Procurador do ‘miserê’
 
     “Estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou gastando R$ 8 mil. Pra poder viver com os R$ 24 mil. Eu e vários outros já estamos vivendo à base de comprimido, à base de antidepressivo. Estou falando assim com dois comprimidos de sertralina por dia, e ainda estou falando deste jeito. Se não tomasse, ia ser pior do que Ronaldinho”, afirmou em tom exaltado.
 
      O “desabafo” foi feito após o procurador-geral de Justiça informar que, caso o estado assine o acordo de recuperação fiscal com o governo federal, não será concedido qualquer reajuste salarial, mesmo que haja aumento dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
 
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