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Metade dos jogadores no Brasil ganha só um salário mínimo. E isso não deve mudar

11/09/2019 | 10:15

IG Esportes

Maioria dos jogadores de futebol no Brasil recebe salário miserável arrow-options
Shutterstock / Reprodução
Maioria dos jogadores de futebol no Brasil recebe salário miserável

Um estudo apresentado no curso FGV/Fifa, coordenado por Pedro Trengrouse e divulgado na coluna do jornalista Ancelmo Gois, do O Globo , mostrou números alarmantes quanto à realidade dos salários dos jogadores de futebol aqui no Brasil.

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A pesquisa mostrou que quase metade dos jogadores de futebol - 45%, mais precisamente - ganha até um salário mínimo (que hoje é de R$ 998). Outros 42% têm vencimentos entre um e dois salários mínimos, enquanto 9% dos atletas recebem entre 2 e 20 salários mínimos.

Apenas 4% dos atletas profissionais recebem acima de 20 salários mínimos, que são os nomes dos grandes clubes do Brasil, tanto da Séria A quanto da Série B do Brasileirão

Para o advogado especialista em direito desportivo Mauricio Corrêa da Veiga, sócio do Corrêa da Veiga Advogados, os números apresentados realmente impressionam. Ele explica que um dos principais motivos dessas diferenças salariais é a alta competitividade que o desporto de alto rendimento provoca.

"Essa competitividade demonstra que esse lugar ao sol é um privilégio para poucos - para aqueles que têm disciplina e que têm um talento acima da média", ressaltou.

O advogado diz que, somado à precária realidade da remuneração dos atletas brasileiros, ainda existe a situação enfrentada por muitos jogadores que é o atraso de salários . "Muitos clubes não conseguem cumprir com os pagamentos dos salários em dia e às vezes dão um prazo de dois a três meses para efetuar o pagamento aos atletas, mesmo sabendo que o salário é obrigação principal de qualquer empregador", afirmou.

Segundo Mauricio, a realidade dos baixos salários é difícil de ser alterada, tendo em vista que poucos clubes gozam de boa saúde financeira e podem pagar altos salários para os atletas. O advogado diz ainda que o nivelamento não pode ser feito por baixo, ou seja, não se pode pretender que a maioria dos atletas recebam salários módicos ou medianos.

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"A nossa cultura estimula a concorrência, razão pela qual o atleta que se destacar terá maiores condições de atuar por um clube de ponta e receber salários elevados. O que pode ser feito é assegurar que todos os jogadores tenham condições de demonstrar o seu talento e para tanto é necessário que se resguardem direitos ao clube formador mediante incentivos, o que pode ser feito via Poder Legislativo", avaliou.

"Contudo, as diferenças salariais sempre existirão, até mesmo porque os objetivos dos clubes são distintos uns dos outros. Alguns clubes pretendem revelar jogadores , outros disputam determinada competição apenas para se manter e outros disputarão o título", explicou Mauricio Corrêa da Veiga.



Fonte: IG Esportes
 
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