Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
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Notícias | Esportes

Separados por uma final: D'Ale e Lucho revivem duas décadas de amizade em decisão

Meias argentinos de Inter e Athletico foram colegas de seleção desde a base, jogaram juntos no River Plate

10/09/2019 | 08:50

ge/momentomt/Otavio Ventureli 0011914/MTE/DF

 
     Talento pare reger o meio-campo, temperamento forte e liderança para construir uma carreira repleta de títulos.
 
      Braços cobertos por tatuagens, gosto pelo rock and roll e o sotaque de quem nasceu e foi criado em Buenos Aires. Aos 38 anos, D'Alessandro e Lucho González são unidos por trajetórias que se confundem. Até parece coincidência. Mas não é.
 
     Em lados opostos e com origens quase idênticas, os dois argentinos revivem uma amizade de duas décadas no duelo entre Inter e Athletico  pela final da Copa do Brasil. O jogo de ida ocorre nesta quarta-feira, às 21h30, na Arena da Baixada.
 
     À beira do gramado, a dupla trocará um abraço com o peso de um cartel de 46 taças conquistadas em suas respectivas carreiras. Lucho é o segundo argentino com mais títulos no futebol, são 27, atrás apenas de Messi. D'Ale soma 19 conquistas.
 
     Os argentinos são separados por uma final e por apenas três meses de diferença - Lucho é de janeiro e D'Ale, de abril de 1981. Ambos também compartilham idolatrias distintas para colorados e athleticanos.
 
     D'Alessandro vive o Inter há 11 anos – com um hiato de uma temporada no River Plate – com um total de 12 títulos. A Sul-Americana de 2008 e a Libertadores de 2010 são carros-chefe. O argentino se isolará como terceiro jogador com mais jogos pelo clube nesta quarta-feira com 461 partidas.

     Lucho chegou ao Athletico apenas em 2016. Mas para fazer história: é o capitão que ergueu a única taça internacional do clube, na conquista da Copa Sul-Americana do ano passado. O argentino ultrapassa os 100 jogos pelo Furacão.

     Nesta quarta-feira(11), os amigos terão pesos diferentes na decisão. D'Alessandro será titular com a camisa 10 e a faixa de capitão no braço. Mesmo referência no Athletico, Lucho fica no banco. Nada que atrapalhe o brilho e protagonismo da dupla.
 
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