Domingo, 22 de Setembro de 2019
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Notícias | Agro

Acompanhe aqui o que pode mexer com o preço da soja na primeira semana de setembro

O contrato setembro da Bolsa de Chicago acumulou baixa de 1,42% em agosto

02/09/2019 | 13:49

canalrural/momentomt/Otavio Ventureli 0011914/MTE/DF

 
     O contrato da soja com entrega em setembro fechou com alta de 0,08% nesta sexta-feira, 30, na Bolsa de Chicago.
 
     Segundo a Safras & Mercado, na véspera de um fim de semana prolongado nos Estados Unidos, compras técnicas levaram a oleaginosa à valorização. Na semana, a posição novembro acumulou alta de 1,45%. Com isso, o vencimento encerrou agosto com baixa de 1,42%.
 
     O analista Luiz Fernando Roque elencou fatores que merecem atenção do mercado de soja na primeira semana de setembro.
 
     O mercado permanece à espera de novidades relacionadas à guerra comercial entre Estados Unidos e China. Em uma semana um pouco mais tranquila, a Bolsa de Chicago encontrou certo suporte nas declarações de Donald Trump que indicaram que representantes do governo chinês voltaram a conversar com a equipe econômica norte-americana a fim de avançar com as negociações comerciais entre os países;

     Isso impediu uma maior pressão negativa sobre os contratos futuros, o que abriu espaço para uma pequena recuperação. Apesar disso, não houve mudança no panorama. O mercado continua pressionado pela falta de acordo e pela falta de novas compras chinesas de soja dos norte-americana;

     Enquanto isso, os players avaliam o desenvolvimento final da safra norte-americana e seu verdadeiro potencial produtivo. Após a Pro Farmer indicar uma safra menor que a prevista pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), cresce a possibilidade do órgão trazer um novo corte no tamanho da produção dos EUA em seu relatório do dia 12 de setembro.

    Apesar disso, o clima regular das últimas semanas parece estar ajudando no potencial produtivo das lavouras. Sinal disso é a indicação do USDA de que as condições das lavouras melhoraram no período entre 19 e 25 de agosto, o que surpreendeu o mercado.
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     A safra americana ainda não está totalmente definida e o clima continua sendo fator importante;

     No mercado interno, a tendência continua sendo de alta para as cotações. Mesmo com a queda em Chicago, a soma de prêmios valorizados com dólar elevado traz suporte para os preços;
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     Atenção às oportunidades para a ponta vendedora. Uma melhora no humor do mercado financeiro pode trazer ajustes negativos para o câmbio, impedindo um maior avanço das cotações.
 
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