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Notícias | Saúde

Comissão da Previdência debate na Assembleia Legislativa saúde mental em Mato Grosso

Deputados ouviram representante da Secretaria de Saúde e do Ministério Público

29/08/2019 | 06:49 - Atualizada em 29/08/2019 | 07:10

Assessoria/momentomt/Otavio Ventureli 0011914/MTE/DF

 
 
     A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa  debateu saúde mental em Mato Grosso com a participação da coordenadora de Ações Programáticas e Estratégicas da Secretaria Estadual de Saúde (Coapre), Luciana Gomes de Souza, e do promotor de justiça Alexandre Guedes.
 
    Além de discutirem a visita ao Centro Integrado de Assistência Psicossocial (Ciaps) Adauto Botelho, realizada pelo colegiado no dia 30 de maio, os parlamentares assistiram a uma apresentação feita pela coordenadora do Coapre sobre a Rede de Saúde Mental em Mato Grosso.
 
    Para Luciana Gomes de Souza, os principais problemas da rede de atendimento poderiam ser resolvidos caso a política de saúde mental fosse colocada em prática da maneira que foi planejada.
 
    Outras deficiências do sistema são relacionadas ao orçamento, como o número insuficiente de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e falta de unidades adequadas, como os Caps com leitos, que poderiam receber pacientes, inclusive dependentes de álcool e drogas ilícitas. O deputado Lúdio Cabral (PT) também falou sobre necessidade de capacitação dos profissionais.
 
    O promotor de justiça da Cidadania e especializado em saúde pública, Alexandre Guedes, afirmou que há um estigma cultural em relação à saúde mental e por isso a área acaba não sendo priorizada. “Tanto que se insiste em se manter hospitais psiquiátricos”, ilustrou Guedes, que acredita que é preciso haver leitos psiquiátricos dentro das novas unidades de saúde em geral.
 
    Segundo o deputado Dr. Eugênio, a Assembleia pode contribuir para a melhora do quadro, por meio de emendas parlamentares às leis orçamentárias, como o Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual (LOA).
 
    O deputado Lúdio Cabral, vice-presidente da comissão, também acredita que os parlamentares têm ferramentas para estruturar melhor a rede de saúde mental do estado.
 
    O presidente da Comissão de Saúde, deputado Paulo Araújo (PP) ainda falou sobre a retomada das obras no Hospital Adauto Botelho. “O contrato foi rescindido e o estado vai iniciar novo processo licitatório realinhado às necessidades do Hospital Adauto Botelho”, disse o parlamentar. No encontro ainda foram votados oito projetos e todos receberam parecer favorável.
 
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