Domingo, 22 de Setembro de 2019
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Notícias | Agro

Liberação de soja resistente a dicamba é definitiva, diz fonte ligada ao Mapa

Produtores classificam como prematura a autorização do Ministério da Agricultura para o uso comercial

28/08/2019 | 15:56

canalrural/momentomt/Otavio Ventureli 0011914/MTE/DF

 
     Uma fonte do Ministério da Agricultura afirmou nesta quarta-feira, 28, que a liberação do uso de sementes de soja  resistentes ao herbicida dicamba no Brasil é definitiva e que não existe base legal para uma possível suspensão da decisão.
 
     Os produtores de soja classificam como prematura a autorização do Ministério da Agricultura para o uso comercial dessas variedades e devem levar o tema ao presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira, dia 29.
 
      A preocupação é com a aplicação do herbicida que pode causar deriva e danos a lavouras que não têm a biotecnologia.
 
     Segundo essa fonte, o ministério não pode rever a decisão, pois não há possibilidade na lei para isso. Ela enfatizou que todas as avaliações técnicas já foram feitas pelo órgão responsável, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Na prática, a pasta “segurou” e atrasou a “ratificação” da liberação por causa do embate entre indústria e produtores. Elas já podiam ser autorizadas desde 2016.
 
     Com a liberação, as sementes da empresa Bayer-Monsanto com nome comercial de Intacta 2Xtend devem chegar ao mercado em 2021.
 
      Segundo a fonte, esse prazo é razoável para que o Ministério da Agricultura possa fazer as regulações necessárias sobre o uso do herbicida dicamba e a implementação das variedades de sementes.
 
     Uma comitiva do Ministério da Agricultura vai aos Estado Unidos em setembro para colher informações sobre o dicamba. Lá, produtores americanos reclamam da deriva do defensivo e o prejuízo causado em lavouras vizinhas não resistentes a ele. Existem várias ações na justiça sobre o caso.
 
     Com os dados coletados nos EUA e outros estudos posteriores, o ministério vai regular, até 2021, a forma de aplicação do dicamba. A intenção é determinar métodos eficientes que evitem a deriva e permitam o uso de menos agrotóxico. A pasta vai aproveitar e estender as regras ao 2,4-D, herbicida que apresenta casos de deriva no Brasil.
 
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