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Notícias | Esportes

Em pronunciamento, Jogadores do Figueirense expõe situação financeira e mantém greve

Há a possibilidade de um novo W.O da equipe catarinense na Série B

22/08/2019 | 17:44 - Atualizada em 22/08/2019 | 18:04

ge/momentomt/Otavio Ventureli 0011914/MTE/DF

 
    Os jogadores do Figueirense não voltaram a treinar na tarde desta quinta-feira. A paralisação, que culminou com o W.O. na Série B, contra o Cuiabá, já dura seis dias.
 
     Há a possibilidade de um novo W.O. da equipe catarinense na competição nacional.

    Se a ameaça for concretizada, o clube corre o risco de ser excluído da competição.

    Pelo primeiro W.O., o Furacão deve ser julgado pelo artigos 203 ("deixar de disputar partida sem justa causa") e o 191 "(deixar de cumprir regulamento").
 
    Nos dois casos, a pena é a mesma: multa de R$ 100 a R$ 100 mil. O paragrafo três do artigo 203, diz que "em caso de reincidência específica, a entidade de prática desportiva será excluída do campeonato, torneio ou equivalente em disputa".
 
    A expectativa era de que o elenco iniciasse a preparação para enfrentar o CRB, no sábado(24), às 19h15, em casa. E isso ganhou força com a chegada do técnico Vinicius Eutrópio no estádio.
 
    Ele chamou os atletas para uma conversa no vestiário e pediu que o portão fosse fechado. Cerca de 50 minutos depois, em pronunciamento no estádio Orlando Scarpelli, o grupo afirmou que não iria treinar.
 
   O volante Zé Antônio, com o apoio dos demais companheiros, expôs a situação financeira do clube aos jornalistas e rebateu a nota oficial do Figueira sobre o pagamento dos atrasados. No documento, a diretoria afirma a quitação das pendências salariais dos funcionários e jogadores das categorias sub-15 e sub-17.

    – Devido a uma nota publicada hoje, onde, através da comunicação do clube foi dito que os salários foram pagos e colocado em dia, é mentira, foram pagos os salários, sim, mas tem muita coisa para ser resolvida ainda. Não foi quitado tudo, mesmo com tudo isso, por uma irresponsabilidade completa do diretor de marketing do clube, citou meu nome no final tentando jogar a torcida contra mim e aos atletas. Então vamos relatar tudo o que acontece e o atraso total – disse o camisa 5.
 
    O volante detalhou a situação:
 
    Base – 10 salários atrasados (juntando 2018 e 2019), CLT de agosto a novembro de 2018, férias e julho de 2019;

    Comissões técnicas base e profissional – atrasado de novembro e dezembro de 2017, julho, agosto, setembro, novembro de 2018, férias de 2018 e salário de julho de 2019;
 
    Funcionários – outubro, novembro de 2018 e férias de 2018.
 
    Funcionários - sem recolher FGTS há vários anos;
 
    Ainda sem pagar empresa de ônibus, cozinha, hotel e lavanderia.
 
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