Sábado, 17 de Agosto de 2019
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Notícias | Agro

Preço do leite no País cai 8% em julho; tendência é de queda em setembro

Pressão acontece por conta da fraca negociação de derivados lácteos nos últimos meses

01/08/2019 | 13:37

canalrural/momentomt/Otavio Ventureli 0011914/MTE/DF

 
    O preço do leite pago ao produtor em julho, referente ao produto entregue em junho, recuou 7,9%, ou R$ 0,12 por litro, frente ao mês anterior.
 
    Os dados foram publicados nesta quinta-feira, 1º, pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).  Segundo a entidade, essa foi a primeira queda mensal deste ano.
 
    A ‘média Brasil’ líquida fechou a R$ 1,4064 por litro em julho, valor 7,8% menor em relação à do mesmo período de 2018. Ainda assim, no acumulado de 2019, a variação se mantém positiva, em 11,5%, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de junho de 2019). 
 
    A pressão vem das fracas negociações de derivados lácteos nos últimos meses e também das margens menores das indústrias. As reduções mais expressivas nos valores médios foram verificadas nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás, onde as quedas de junho para julho foram de, respectivamente, 13%, 12% e 11,9%. 
 
    Além disso, o Índice de captação de leite registrou aumento 3,4% na média do Brasil, influenciado pela produção nos estados do Sul, região que está em período de safra. 
 
    “Ainda assim, o potencial produtivo no Sul tem sido limitado, tendo em vista que as forrageiras de inverno não apresentaram um bom desenvolvimento, em decorrência do clima desfavorável”, disse o  Cepea  em relatório.
 
    Tendência 
 
    Seguindo o movimento sazonal, para setembro, os preços tendem a diminuir, após o pico de entressafra no Sudeste e Centro-Oeste. O Cepea afirma que este ano, o comportamento do mercado lácteo verificado está bastante semelhante ao de 2017, com preços elevados no primeiro semestre, devido à oferta reduzida de matéria-prima, e queda brusca no segundo semestre, após a recuperação do volume de produção. 
 
    Em 2019, no entanto, a produção não deve se elevar tanto como em 2017, por consequência da grande insegurança de produtores em realizar investimentos de longo prazo frente às incertezas no curto prazo. 
 
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